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Prefeitura convoca empresas e volta com 11 linhas de ônibus em Rio Branco nesta segunda (10)

No total, três empresas de ônibus operam atualmente em Rio Branco. Capital possui, ao todo, 42 linhas e 11 estavam 'abandonadas'.

09/01/2022 21h41
Por: Redação Acrelândia News Fonte: G1 Acre
Prefeitura convoca empresas e volta com 11 linhas de ônibus em Rio Branco nesta segunda (10)

Em meio à crise no transporte coletivo, a Prefeitura de Rio Branco determinou que duas das empresas que operam na capital fiquem responsáveis por 11 linhas que foram "abandonadas" pela empresa Auto Viação Floresta.

Segundo o diretor de Transportes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), Clendes Vilas Boas, a partir desta segunda-feira (10), todas as 11 linhas que estavam paradas voltam a operar na capital.

Atuam no sistema de transporte da capital as empresas Auto Viação Floresta e o Consórcio Via Verde, formado pelas empresas São Judas Tadeu e Via Verde, conforme contrato 004/2004.

Em dezembro do ano passado deixaram de circular ônibus de pelo menos oito linhas (Amapá; Seis de Agosto/Judia; Belo Jardim I e II; Irineu Serra; Bahia/Carandá; Cabreúva/Aeroporto Velho; Floresta; Wanderley Dantas). E, na última sexta-feira (7), mais três pararam de funcionar.

Ao todo, Rio Branco possui 42 linhas, sendo que dessas, 31 ficavam sob responsabilidade da empresa Auto Viação Floresta e, segundo a RBTrans, a empresa "abandonou" 11 dessas linhas. Com a convocação para que as outras duas empresas atendam a essa demanda, agora o Consórcio Via Verde passa a operar em 22 linhas.

11 linhas de ônibus devem voltar a operar em Rio Branco nesta segunda (10) — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica

11 linhas de ônibus devem voltar a operar em Rio Branco nesta segunda (10) — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica

Entre as linhas que devem voltar a operar na segunda estão:

102 Taquari/Praia do Amapá

105 Amapá

106 Seis de Agosto/Canaã/Judia

117 Belo Jardim I e II

134 Baixa Verde

205 Irineu Serra

303 Bahia/Palheiral/Carandá

304 Aeroporto Velho/Cabreúva

402: Floresta/Shopping

703 Wanderley Dantas

705 Quixadá

"Eles vêm causando problemas há muitos anos e essa gestão está aplicando as multas, autuando e foi decretado emergência no transporte tendo em vista esse caos. O próprio contrato das empresas diz que na falta de uma, a outra é obrigada a operar. Então, nós convocamos na forma da lei, eles responderam que também estavam tendo dificuldades, mas nós chegamos ao entendimento que eles, provisoriamente, ficariam atendendo a essas linhas até que outras providências que estão sendo tomadas venham sanar toda essa situação do transporte em Rio Branco", disse Clendes Vilas Boas.

Intervenção e situação de emergência

Após decretar situação de emergência no transporte público, o prefeito Tião Bocalom publicou, em dezembro do ano passado, o decreto de intervenção operacional e financeira no Sistema Integrado de Transporte Urbano de Rio Branco (Siturb) e no Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Estado do Acre (Sindicol).

O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), tem validade de 120 dias e pode ser prorrogado por igual período. Durante estes quatro meses de transição, determina que as empresas são obrigadas a manter as frotas em circulação.

“A intervenção ocorre pelo descumprimento das concessionárias no adimplemento de suas obrigações tributárias, previdenciárias e trabalhistas, bem como as péssimas condições de prestação dos serviços e afasta toda e qualquer ingerência do Sindicol ou das concessionárias na administração dos bens e serviços prestados pelo Sindicol e faculta a requisição pelo município, de todo acervo material, bem como de todo pessoal necessário à execução eficiente do sistema de geração de créditos, venda, recebimento, controle e repasse dos créditos tarifários do Siturb”, diz o decreto.

Com essa suspensão, Tião Bocalom decretou situação de emergência e anunciou contratação de outras empresas para prestar o serviço em Rio Branco.

O motivo da retirada dos carros, segundo o Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac), seria por falta de diesel e as linhas não estão sendo suficientes para pagar o combustível.

 

Demora

Com a retirada de alguns ônibus, os moradores que dependem do transporte público chegam a esperar por até duas horas por um ônibus.

O prefeito Tião Bocalom afirmou que o transporte público é “péssimo” e que está tentando contratar outras empresas, mas que nenhuma mostrou interesse em operar na cidade. A prefeitura deve publicar um edital para que novas empresas possam concorrer e assumir as linhas que foram deixadas pela Viação Floresta.

 

Crise no transporte público

A crise no transporte público em Rio Branco se arrasta desde 2020. Assim que assumiu, Bocalom afirmou que não iria repassar nenhum valor extra para as empresas de ônibus que atuam na capital e que elas deveriam arcar com os prejuízos que tiveram durante a pandemia.

O posicionamento do prefeito se deu porque a gestão anterior, de Socorro Neri, chegou a cogitar o pagamento de um aporte financeiro de R$ 2,5 milhões para essas empresas.

Após essa decisão de Bocalom, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol) chegou a entrar com uma ação para tentar receber o valor, mas a Justiça do Acre indeferiu o pedido.

Em meio à essa crise, motoristas de ônibus fizeram protestos, paralisaram atividades e a população precisou buscar outras alternativas para o transporte. No entanto, após várias manifestações, os trabalhos da categoria foram retomados.

Em setembro deste ano, os vereadores começaram os trabalhos de escolha dos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público municipal. A CPI, que é responsável por apurar os problemas relacionados ao transporte na capital, só deve ser retomada em 2022.

Na última semana, os motoristas de ônibus fizeram uma paralisação, no Terminal Urbano. A categoria alegava que estar com os salários dos meses de outubro, novembro e décimo terceiro atrasados. O serviço só foi normalizado apenas na parte da tarde.

Redução de passagem e aporte

Em outubro, o novo valor da passagem de ônibus foi para R$ 3,50. A tarifa foi reduzida após indicação do Conselho Municipal de Transportes Públicos do Município de Rio Branco e a sanção do prefeito Tião Bocalom.

A lei sancionada dependia da aprovação de um outro projeto, que ocorria de forma paralela, e foi publicado na semana passada. A lei que autoriza o repasse de mais de R$ 2,4 milhões para as empresas de ônibus para o pagamento em atraso dos trabalhadores.

 

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